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Por que tantas casas antigas tinham porões e sótãos?

  • Foto do escritor: 3E IMOBI
    3E IMOBI
  • 16 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

Antigamente, porões e sótãos eram elementos comuns na arquitetura residencial, especialmente em casas construídas até meados do século XX, e sua presença tinha razões práticas, culturais e até climáticas.


Os porões eram frequentemente usados como áreas de armazenamento. Em épocas em que não havia geladeira, eles ofereciam um ambiente naturalmente mais fresco e úmido, ideal para conservar alimentos como batatas, vinhos, embutidos e outros mantimentos. Além disso, serviam como espaço para guardar ferramentas, carvão ou lenha — comuns nas casas com aquecimento a lenha ou carvão. Em algumas regiões, o porão também funcionava como abrigo em caso de tempestades ou guerras, especialmente em países com histórico de conflitos ou com risco de tornados.


Já os sótãos tinham funções parecidas, mas com uma lógica oposta: como ficam no ponto mais alto da casa, acumulavam calor e serviam para guardar itens menos sensíveis, como roupas fora de estação, livros, objetos de valor sentimental e móveis antigos. Em muitos casos, o sótão era um espaço inacabado, acessado por escadas dobráveis, mas com o tempo, em algumas casas, passou a ser convertido em quartos extras ou escritórios.


Esses espaços também refletiam o estilo de vida de uma época em que as famílias acumulavam mais objetos ao longo da vida e tinham menos facilidade para descarte ou doação. As casas eram maiores, muitas vezes construídas em terrenos amplos, o que permitia incluir essas áreas adicionais com função de apoio.


Com o tempo, o avanço tecnológico, mudanças nos hábitos de consumo e a tendência de construções mais compactas nas cidades fizeram com que porões e sótãos se tornassem menos comuns, especialmente em imóveis urbanos e apartamentos. Hoje, eles permanecem como curiosidades arquitetônicas — ou como elementos valorizados por quem busca charme e funcionalidade nas casas antigas.


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